Como a Casa Influencia seu Humor, Motivação e Energia

Por que cuidar dos espaços que habitamos muda tudo

Hoje corremos atrás de tantas coisas. Na era da internet e da inteligência artificial, a vida ficou mais fácil… ou mais sobrecarregada?
Eu diria: sobrecarregada. E não falo só de alimentação. É excesso de demandas, conexões, informações, exposição.

O que era prazer virou trabalho.
O que era descanso virou status.
O que era para dentro parece ser uma moeda que precisamos expor para nos “colocar” ou nos “posicionar” no mundo.
Não podemos mais apenas SER. Temos que PARECER SER.

É com esses pensamentos que começo o texto de hoje.

Não espere uma solução milagrosa ao final. Aqui trago reflexões.
No meio de tanta cobrança e tantas demandas, faço uma pergunta:

Por que cuidar dos espaços construídos?

Porque faz toda a diferença! Mas quero te levar comigo na construção dessa ideia.
Quero dividir a nossa análise de hoje em 3 camadas:
Pessoas – seus pensamentos e sentimentos
Ações – o que a pessoa faz
Ambientes – o mundo ao redor dessa pessoa.

Vamos começar com as pessoas

Nós não somos constantes. Aliás, somos mestres na arte da inconstância e admiramos aqueles que têm a habilidade da constância.
Nosso humor muda por inúmeros fatores! Mas para essa análise, vamos olhar sob uma ótica até que simplista, com foco em motivação.

Ah, a motivação…
Como ser motivado todos os dias e garantir a famosa produtividade?
Pois bem, vamos falar sobre isso!

Sim, existem os áureos dias em que acordamos super motivados! Imparáveis! Inabaláveis! Que alegria esses dias.
Você acorda todos os dias assim? Eu não acordo. E sinceramente, não conheço nenhuma pessoa que consegue tal proeza!
E acho que teria medo dessa pessoa se conhecesse.

Eu, você e todos os humanos variamos numa escala de motivação ao longo dos dias.
Vamos de super motivados, para motivados (eu chamo de “dia ok”), dias neutros — quando simplesmente fazemos o que tem que ser feito — e chegamos aos temerosos dias em que acordamos desanimados.

Nesses dias, existe salvação. Com muito pouco, você consegue fazer a roda girar e sair desse estado para pelo menos um dia neutro, ou um “dia ok”.
Mas existe o dia da “zero vontade”. Nós, mulheres, temos uma predisposição maior de encontrar esse dia no período pré-menstrual.
Sobre os homens, não sei dizer a frequência, mas eles certamente estão lá.
Esse não é um dia para você lutar contra. Mas guarda essa ideia que já vamos voltar nela!

Vamos para o segundo ponto da nossa análise: as ações

Por ações, vamos entender: tarefas.

Você já deve ter reparado que as tarefas não são todas iguais.

No dia, no trabalho, na vida, temos tarefas imprescindíveis. Talvez você categorize como urgentes, mas sabemos que se não forem realizadas, algo ruim acontecerá.
Depois temos as tarefas importantes. Essas nós temos que fazer se quisermos atingir nossas metas e objetivos.
Aliás, essas são as que estão no topo da lista de procrastinação da maioria da população mundial.

Em seguida, temos as tarefas que podemos fazer. Seria aquele a mais, que vai tornar o que você está fazendo em algo ainda melhor. O diferencial. O “a mais”.

E por último temos o resto – o que não precisaríamos fazer, que sem isso tudo daria certo, mas é onde moram os desperdícios e os ralos de tempo.
Aquela checada no Instagram, TikTok ou WhatsApp durante a tarefa.
Aquela pesquisa no Pinterest que era para durar 5 minutos e “do nada” consumiu a tarde inteira.
Você sabe do que estou falando. Pois bem, essas são as ações.

E para fechar a ideia, temos os ambientes

São apenas cenários onde a vida acontece. Um plano de fundo. Nada demais.
Nada demais?!?!?!?
Ah, se você soubesse o quanto esse mero “plano de fundo” te influencia, certamente cuidaria melhor de alguns detalhes.

Não vou entrar a fundo, apenas categorizar em 3 possibilidades:
Espaços que te estimulam positivamente, espaços neutros (nem cheiram nem fedem) e espaços que te influenciam negativamente.
Vamos começar com o neutro.

O que seria isso? É aquele lugar arrumadinho, tudo no lugar, com uma decoração neutra, sem personalidade.
Poderia ser sua casa, minha casa, a casa da novela de um personagem sem características marcantes.
Agrada todo mundo, mas não pertence a ninguém. Não conta histórias.

E o que seria um ambiente negativo?

Vamos fazer assim: eu vou descrever um personagem de um filme, e você imagina a casa dele:

Ele se afoga nas memórias do homem que um dia foi: forte, inteligente, importante.
Mas isso ficou no passado. Hoje, apenas as incontáveis latas de cerveja vazias espalhadas pela casa confortam sua alma cansada e solitária.
Uma sala com móveis que um dia receberam amigos e um grande amor, mas hoje apenas acumulam objetos, roupas, sapatos e embalagens de alguém que desistiu de insistir na ordem e aceita o caos que está dentro do seu coração.
É um dia de sol, a janela está aberta, mas a luz aqui dentro parece nublada — como o olhar daquele que parece esperar por um milagre para continuar.

Deu para imaginar essa sala? Sentir o clima?
Esse é um ambiente que não vai ajudar ninguém a conquistar nada.

Claro que é uma caricatura exagerada. Mas é fácil, fácil ver um espaço se transformar nisso.
É só o habitante desistir de arrumar. Dá duas semanas e analisa os impactos no comportamento.
Teríamos o cenário perfeito para o dilema: quem veio primeiro? O ovo ou a galinha?

E por fim…

Vamos ao ambiente que estimula positivamente

Ele é um passo além do ambiente neutro.
Mas ele acolhe o morador. É o micro universo de uma pessoa.
Aquele lugar que quem entra, fala: “Esse lugar é você! É a sua cara!”

É um lugar que conta histórias, representa, expressa alma, essência, valores, crenças, jornada, fases da vida, mudança.
É a casa onde a pessoa pode se perder e se reencontrar, porque os lembretes do que a construiu e para onde ela vai estão escancarados.

Os espaços não são cenário. Eles são personagens invisíveis que sustentam ( ou sabotam) a nossa jornada.

Compreendidas as variáveis das 3 camadas, vamos seguir nesse pensamento que pode te ajudar a tomar algumas decisões interessantes.

Imagine que você acordou num dia super motivado.
Meu amigo, minha amiga, não importa a tarefa que está na sua frente, você vai fazer!
E o ambiente? Ah, nesse dia você arruma a casa inteira e ainda pinta uma parede!
Amém por muitos dias como esse na sua vida.

Agora imagine que você acordou num dia de humor “ok”, tem tarefas difíceis para realizar, e vive num ambiente neutro.
Você resolve começar com as tarefas mais fáceis, até gasta um pouco de tempo no “resto” dando aquela procrastinada, mas logo se realinha e dá conta do que tem que ser feito.
E a vida segue.

Outro cenário: você acorda num dia sem motivação, com as mesmas tarefas difíceis para realizar, mas seu ambiente te influencia negativamente.
Você precisa de uma dose extra de energia que nem litros de cafeína vão te dar.
E a vida também segue, mas você sente que perdeu um dia.

Mas calma, ainda não terminei minha teoria da conspiração aqui!

Pensa comigo nessa última situação:

Você acorda super desmotivada.
Tem as mesmas tarefas difíceis para realizar.
Mas o seu ambiente é blindado.
Você cuidou de um espaço que te dá pistas de quem você é, do que é importante para você, dos sonhos que você quer conquistar.
E por ter acordado desmotivada, você ESCOLHE descansar.

Pega um café (ou chá, se você for desses) e senta na sua sala de estar.
Olha para a estante que “é a sua cara”, lembra daquela viagem incrível.
“Nossa! Esse livro tem umas imagens lindas. Deixa eu folhear…”
E em poucas horas, senão minutos, algo volta para o eixo.
Depois de um breve descanso, você consegue fazer o que precisa ser feito.

Claro, são cenários hipotéticos. Existem questões mais complexas do que isso.
Existem casos clínicos. Mas você pegou o ponto.

Se hoje corremos cada vez mais, com mais sobrecargas e demandas, podemos criar espaços que nos ajudem a ser e performar a nossa melhor versão, independente do humor e das atividades do dia.

O mundo não vai parar porque estamos sobrecarregados.
O mundo vai seguir em frente.
Nós podemos esperar (sentados) pela gentileza do mundo ao nosso redor — ou podemos criar o nosso próprio mundo gentil.

Espero que essa reflexão te ajude!

Ah, e sabe o dia do “zero vontade”?
Quando ele chegar, espero que você tenha criado para você mesmo um ambiente que te influencie de forma positiva.

Porque nesse dia, você não precisa fazer nada especial. Só cuidar de você e se recuperar.
É só um dia. Ele vai passar. E amanhã, você pode fazer melhor. Vai ficar tudo bem.

Cuida do seu espaço, que ele vai cuidar de você de volta.
Porque ele não é só cenário: é extensão da sua energia, da sua história e da sua força.

Nos dias bons, ele te inspira. Nos dias difíceis, ele te sustenta.

E quando você aprende a projetar assim, com alma e intenção, você não transforma só ambientes. Você transforma vidas.

Se você sentiu que isso faz sentido, talvez esteja na hora de olhar para os ambientes com outros olhos: Não só como cenário da sua vida, mas como ferramenta de transformação.
A boa notícia é que isso pode ir além do autocuidado: pode se tornar uma nova forma de atuação no mundo.

Quer saber mais? Acesso as nossas redes: https://projetandocomfengshui.com.br

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